Novo fechamento pode aumentar demissões e falências para o comércio e serviços

21/01/2021 às 19h01

Novo fechamento pode aumentar demissões e falências para o comércio e serviços

Por Denis Almeida e Ana Cristina C. Mol

 

Pequenos e médios empresários do comércio e serviço local, sofrem impacto da pandemia que assola todo o mundo. Grandes desafios foram superados com muito esforço e dedicação por parte de todos em 2020, e mais uma etapa se inicia nesse ano de 2021.

Sem ajuda dos programas emergenciais do governo, tais como Pronampe (Programa Nacional de Apoio a Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), Peac (Programa Emergencial de Acesso ao Credito) que findaram com parte do orçamento de guerra em 31 de dezembro de 2020, bem como as possibilidades de suspensão de contratos, e reduções de jornadas de trabalho dos funcionários, com impostos sendo tributados normalmente, aluguel, obrigações diversas com funcionários e com a possibilidade de um novo lockdown, empresários se organizam para operar com um orçamento mais enxuto.

O momento é ainda mais delicado, pois além de todos esses problemas, as empresas não conseguem nem reduzir o quadro de empregados, pois as suspensões e reduções decorrentes das medidas emergenciais do ano passado geraram estabilidade, e para demitir antes do término da mesma, é necessário pagar uma indenização alta.

Se o fechamento total das empresas de comércio e serviço for aplicado novamente, a projeção é que as empresas de pequeno e médio porte possam sofrer um novo sufoco financeiro, com risco elevado de aumento de falências e demissões, sem ter como arcar com o custo das mesmas, gerando também prejuízos para os empregados. Todo mundo se adaptou para seguir em frente apenas com o mínimo necessário, exatamente para não ter nenhum problema, pois caso ele ocorra, não tem mais de onde tirar para se socorrer. Principalmente no início do ano, período em que a tendência é de fluxo de caixa ainda menor, pois as vendas de janeiro e fevereiro, historicamente, são mais baixas.

Neste cenário tão complicado, um lojista com seu estabelecimento aberto, seguindo os protocolos de segurança, consegue controlar a entrada de clientes, o  distanciamento e circulação de pessoas dentro do estabelecimento para evitar aglomeração, ofertar o álcool para higienização, e, assim, permanece tendo algum faturamento, por menor que seja, para conseguir honrar seus compromissos. Mas da porta para fora não tem como responsabilizá-los. E nessa situação que nos assola, em que lutamos por dias melhores na esperança da vacina chegar a todos os cidadãos sem distinção de raça, cor, etnia, gênero... Caso venha mais um decreto de fechamento geral do comércio e serviços, a demanda de planejamento financeiro, estratégico, de estudo de crise e controle da população totalmente fragilizada, inevitavelmente caberá ao município. Se for dessa forma, o "legado" que essa pandemia deixará à nossa cidade ficará ainda mais pesado e complicado de recuperar depois...


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